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Meu Perfil


Nome: Aliny Cristhina
Gosto: Deus, família, amigos, sorvete , ler, músicas, filmes, milkshake, sanduíche ...
Não gosto: Violência, falsidade, maltratar animais , barata , desigualdade social ...

"Encontrar a felicidade depende não só do caminho que escolhenos, mas da maneira que seguimos."

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"Como posso perder minha fé na justiça da vida quando os sonhos dos que dormem num colchão de penas não são mais belos do que os sonhos dos que dormem no chão?" Khalil Gibran


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Tatiana Bertolin




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Segunda-feira, Agosto 25, 2008






Mesmo Assim

Vivemos um momento na face da Terra que, por vezes, parece que todos os valores morais estão em baixa.
E você, que está buscando construir suas mais nobres virtudes, em muitos momentos se sente enfraquecido pelo próprio mundo à sua volta.
Quando age com honestidade, comentam que você é tolo, que está remando contra a maré, em vez de fazer o que todo mundo faz. Mas se você quer ser grande perante sua consciência, seja honesto mesmo assim.
Se procura balizar seus atos na justiça, ouve que essa atitude é a de um alienado, vivendo num mundo em que vence sempre o mais forte. No entanto, seja justo mesmo assim.
Se estiver construindo um lar apoiado nas colunas sólidas da fidelidade, é comum ouvir gargalhadas insanas ou comentários maldosos a respeito do seu comportamento. Seja fiel mesmo assim.
Quando seu coração se compadece, diante dos infelizes de toda sorte, não falta a zombaria daqueles que pensam que cada um deve pensar em si próprio, ignorando os sofrimentos dos irmãos de caminhada. Tenha compaixão mesmo assim.
Se você dedica algumas horas do seu dia, voluntariamente, em favor de alguém, rico ou pobre, que precisa da sua atenção e do seu carinho, percebe as investidas da maldade daqueles que pensam que nos seus atos há uma segunda intenção. Seja fraterno e solidário mesmo assim.
Quando você age com sinceridade, com lealdade, é comum ser taxado de insensato, fugindo do comum em que muitos usam de subterfúgios mesquinhos para conseguir o que desejam. Seja sincero e leal mesmo assim.
Se, diante das circunstâncias do dia-a-dia, você revela sua fé em Deus e em Suas soberanas Leis, e é chamado de piegas ou crédulo, mantenha sua fé mesmo assim.
Se em face de tantos desatinos no campo da sensualidade e na falta de decoro que assola grande parte dos seres, você deseja manter-se íntegro e recatado e é chamado de louco mantenha-se íntegro e recatado mesmo assim.
Quando aqueles que se julgam acima do bem e do mal tentam apagar a chama da esperança que você acalenta no íntimo, afirmando que a esperança é a ilusão da mediocridade, mantenha a esperança mesmo assim.
E, por fim, mesmo que alguém tente roubar a sua coragem de continuar lutando e acreditando em dias melhores, mantenha sua coragem e continue acreditando mesmo assim.
Ao findar sua jornada terrestre, e só então, você poderá contemplar a ficha de avaliação do seu desempenho. Somente você será responsabilizado por seus atos. E tenha a certeza de que todos aqueles que tentaram desviá-lo do caminho reto não estarão lá para lhe dar apoio...
Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo:
"Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim."
"Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim."
"O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim."
"A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim."
"Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim."
"Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim."
"Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."

(Redação do Momento Espírita)






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Sexta-feira, Agosto 22, 2008





NÃO PRECISA MUDAR O MUNDO

Era uma vez um rei que governava um próspero país. Um dia ele resolveu conhecer algumas áreas distantes de seu país. Por vários dias ele percorreu grande extensão de estradas. Mas quando retornou ao seu palácio, chamou seus súditos e reclamou que seus pés estavam feridos e doíam muito. Afinal, era a primeira vez que ele fazia uma viagem tão longa por estradas tão ásperas e cheias de pedregulhos
Pensou numa maneira de resolver o problema e logo teve uma idéia. Ordenou que seus servos recobrissem todas as estradas do seu país com couro. Seria uma obra muito cara, pois custaria a vida de milhares de vacas e bois.
Então, um dos mais sábios entre os servos ousou fazer uma sugestão ao rei dizendo-lhe:
Por que o rei tem que gastar essa enorme quantia de dinheiro? Não seria mais prático e mais barato mandar cortar um pequeno pedaço de couro para cobrir seus pés?
O rei ficou surpreso, mas aceitou a sugestão. Mandou cortar um pedaço de couro e fazer uma proteção para seus pés, a fim de evitar os ferimentos nas próximas viagens.
Às vezes nós também costumamos ter idéias semelhantes à do rei, tentando resolver os problemas da maneira mais difícil.
Insatisfeitos com o mundo desejamos mudá-lo, em vez de efetuar as mudanças necessárias em nós mesmos.
Movidos pelo desejo de pavimentar estradas sem espinhos nem obstáculos, esquecemos das proteções que devemos construir na intimidade da própria alma, e queremos mudar a situação ao redor a todo custo.
Se não desejamos sofrer os ferimentos da vaidade, é preciso recobrir a alma com a proteção da modéstia.
Se queremos evitar os pedregulhos do orgulho, é necessário proteger a alma com o algodão da humildade.
Se não desejamos sofrer a dor provocada pelos espinhos do egoísmo, busquemos desenvolver a couraça da fraternidade.
Se a situação ao redor nos desagrada e nos fere com freqüência, o melhor a fazer é buscar a reformulação dos próprios atos, na certeza de que não precisamos mudar o mundo, mas efetuar as reformas necessárias em nosso comportamento, em nossa forma de ser.
A melhor maneira de nos proteger dos pedregulhos da caminhada, evitando os ferimentos, é revestir a alma com o couro da verdadeira caridade, entendendo que o mais infeliz é sempre aquele que fere aquele que ofende.
Jesus, o Sublime Galileu, experimentou todo tipo de agressão e, no entanto, nunca perdeu a serenidade e foi sempre o vitorioso. Que importava se o mundo exterior era cheio de pedregulhos e espinhos se Sua alma estava revestida de paz e confiança em Deus?
Jesus, mesmo sendo o Espírito mais sábio de que se teve notícias, jamais desejou mudar o mundo, mas deixou sempre o convite para todos aqueles que querem seguir a Sua trilha. A trilha que conduz à felicidade plena, acima das imperfeições deste mundo.
Assim, se você está indignado com a situação a sua volta e deseja mudar o mundo, lembre-se que isso só será possível começando por mudar-se a si mesmo.
Toda mudança exige esforços e uma grande dose de coragem.
A maioria de nós prefere criticar os outros e responsabilizá-los pelo que não está certo.
No entanto, às vezes é preciso um auto-enfrentamento com toda sinceridade a fim de repensar atitudes e tomar decisões importantes para o próprio crescimento.
O que não devemos esquecer jamais, é que somos espíritos milenares e que trazemos uma grande soma de experiências e hábitos adquiridos ao longo da caminhada evolutiva.
E precisamos admitir a hipótese de que somos os construtores da própria infelicidade de hoje, graças aos hábitos dos quais não queremos abrir mão.
E se assim é, se desejamos alcançar a felicidade almejada, é preciso despojar-nos do manto escuro das imperfeições que nos pesa nos ombros, a fim de alçar o vôo definitivo em direção à luz.

(Tradução de SergioBarros)





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Quarta-feira, Agosto 20, 2008





OBSERVE A CACHOEIRA

Perderia sua canção se fossem tiradas as pedras do seu caminho.
São os obstáculos que fazem suas águas prosseguirem.
Nenhuma rocha, por mais resistente que seja, é capaz de deter a água.
Ela tem sabedoria para contorná-la e seguir em frente, com a força da suavidade...
Nada é mais suave e nada é mais forte do que a água caminha firme e lentamente, sabedora de que tem o mesmo destino do homem:
Seguir em frente!
Assim também é a nossa vida.
Os obstáculos existem para nos fazer caminhar cada vez mais firmes mais determinado, totalmente entrego confiante na existência.
Fé é Rendição.
Portanto, quando o sofrimento bater à sua porta, não lamente nem se inquiete, seja apenas testemunha da dor.
Sinta-se um privilegiado porque é das batalhas que surge a alma.
Diante de qualquer problema que lhe pareça sem solução, tome uma atitude inteligente, a seu favor:
Respire...
Quando menos uma pessoa merecer seu amor, é quando ela mais necessita dele.
Perdoe, perdoe quantas vezes forem necessárias, liberte seu coração do ressentimento, abra-se para novas emoções.
Seja flexível como as flores, como as borboletas...
Experimente todos os perfumes.
Estenda a mão, ofereça a sua compreensão, o seu amor.
Viemos a este planeta para aprender a amar. Apenas isso.
Então ame!Pouco ou muito, não importa.
Importante é amar sempre.
Só o amor realiza a mágica de se multiplicar quando é dividido.
Nada neste mundo faz sentido se não tocamos o coração das pessoas.
Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também pode crescer com os toques suaves da alma.

(Autor desconhecido)






Hello amiguinhos vejam o prêmio muito especial que recebi da amiguinha Tairinne!Muito obrigada Tairinne!

"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.
Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
O Prêmio Dardos tem certas regras:
1. Aceitar exibir a distinta imagem (que está logo acima).
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher 11 blogs para entregar o "Prêmio Dardos."
Eu não vou repassar para 11 blogs
Amiguinhos (as) q quiserem levar podem ok







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Segunda-feira, Agosto 18, 2008






Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíches porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E, a saber, que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes,
a abrir as revistas e ver anúncios.
A ligar a televisão e assistir a comerciais.
A ir ao cinema, a engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às besteiras das músicas.
Às bactérias da água potável.
À contaminação da água do mar.
À luta.
À lenta morte dos rios.
E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(Marina Colasanti)





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Quarta-feira, Agosto 13, 2008






Quem tem Poder

Muito curiosa é a marcha do ser humano em busca do que ele considera uma grande conquista. E dentro desse contexto, está a sede pela posse do poder.
E o poder tem se constituído numa verdadeira obsessão. Em todos os tempos há os que o buscam de forma incessante, incansável e perturbadora.
Há os que desejam o poder do dinheiro, mas a morte os afasta das propriedades e dos cofres abarrotados, para que experimentem, no país da verdade, as realidades da vida.
Há os que espreitam o poder da política terrena, ansiosos, mas a morte os exclui das decisões bem urdidas, dos conchavos escusos, onde se julgavam fortes, imbatíveis, para que possam identificar as realidades da vida.
Há aqueles que se impõem, respeitados por uns, temidos por muitos, dominando exércitos submissos ao seu comando arbitrário, caprichoso; mas a morte arranca-lhes a espada e a lança, fazendo silenciar a sua voz de comando, conduzindo-os ao contato das realidades da vida.
Em tronos de soberba e crueldade, há os que se envaidecem, os que se vangloriam, tendo os ombros recobertos de púrpura, tendo coroas de gemas e ouro sobre atormentadas frontes. A morte, porém, rouba-lhes o cetro, desaloja-os do trono de ilusão e lhes impõe o conhecimento das realidades da vida.
Há muitos que exercem poder sobre familiares indefesos que, frágeis, suportam ameaças, violências físicas e morais, pondo à mostra seu temperamento ácido. No entanto, chega a morte e lhes desarticula da presunção, desarma-lhes a prepotência, arremessando-os para as realidades da vida.
Nenhum poder tipicamente do mundo resiste às transformações que o tempo a tudo impõe.
Em verdade, somente a vida, a vida do espírito imortal, carrega em suas engrenagens as lentes ideais para que se veja e entenda o que realmente existe como força no mundo todo.
A morte, então, é transformada em eficiente mensageira da realidade, com o objetivo de destronar os orgulhosos, de desmascarar os enganados e desmoralizar os hipócritas.
Do mesmo modo, essa mensageira abençoa os que trabalham com honestidade e lucidez nos campos terrenos, permitindo-lhes usufruir da ventura semeada.
A morte, agindo sobre o corpo físico, determina o final das experiências enlouquecidas da alma sobre a terra, fazendo fechar-se o ciclo de abusos, de desmandos, a fim de que o espírito, esse viajante da evolução, possa cair em si, através de meditações profundas, despertando para as realidades da vida.
Quem detém o verdadeiro poder, no mundo, é todo o indivíduo que se acostumou a construir a paz dentro de si, por meio de árduas disciplinas, conseguindo espalhá-la em derredor.
O verdadeiro poder no mundo pertence àquele que trabalha com honradez, calejando as próprias mãos, simbolicamente, ajudando a iluminar as estradas sombrias do planeta.
Somente aqueles que sabem renunciar aos convites dos vícios do mundo, a fim de conquistar as virtudes sublimes que valorizam o íntimo da criatura, é que são reais detentores do mais grandioso poder: o poder sobre si mesmos.
O poder do mundo é passageiro, é precário, é temporal. O poder do espírito é imorredouro e propicia à verdadeira felicidade a quem o possui.
O poder real é daquele que tudo podendo exigir, torna-se, na terra, o verdadeiro servidor de todos.

(Equipe de Redação do Momento Espírita.)







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Domingo, Agosto 10, 2008





A DISCIPLINA DO AMOR

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.
Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde.
Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa.
A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos.
Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado.
Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé,
atento ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem amado.
Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte.
Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera.
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança.
Quiseram prendê-lo, distraí-lo.
Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou.
Casou-se a noiva com um primo.
Os familiares voltaram-se para outros familiares.
Os amigos, para outros amigos.
Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando? ...
Uma tarde era inverno ele ficou lá... o focinho voltado para aquela direção.

(Lygia Fagundes Telles)





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Sexta-feira, Agosto 08, 2008





A mais Bela Flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.
E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar. Ele parou
na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- "Veja o que encontrei".
Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz.
Querendo-me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se
sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- "O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei;
eis, é sua."
A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho,
mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi:
- O que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela
primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.
Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele
jardim.
- "De nada", ele sorriu.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Sentei-me e pus-me a pensar como ele
conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho.
Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente?
Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo
que é só meu.
E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele
garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

(Autor desconhecido)






Hello amiguinhos (as) vejam os presentinhos q ganhei da casinha da Tetê
Visitem a Casinha dela eh um blog com muitos comodos
Ela fica condidinha e quem achá-la ganha premios
A brincadeira eh xuperrrr legal :D
Tetê>>>http://www.minhacasa.myblog.com.br



Selinho Destaque





Premio






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Quarta-feira, Agosto 06, 2008





O ZELADOR DA FONTE
Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi
contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.
O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o
limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.
Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.
Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina.
Rodas d água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.
As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.
Os anos foram passando.
Certo dia, o conselho da cidade se reuniu como fazia semestralmente.
Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.
De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade.
E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.
Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.
Nas semanas seguintes, nada de novo.
Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas.
Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.
Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte.
Dois dias depois, a água estava escura.
Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.
O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente, depois pararam.
Os turistas abandonaram o local.
A enfermidade chegou ao povoado.
O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.
Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.
Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d água voltaram a funcionar.
Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.
Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores.
Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas.
Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.
Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa.
Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los.
Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.
O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável.
Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá.
Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!
Pensemos nisso!

(Charles R. Swindoll)



Amiguinhos (as) Vejam o lay lindo que ganhei da amiguinha Taty
Muito obrigada Taty vc me deixou Super Feliz!!





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