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Sexta-feira, Janeiro 20, 2012
Perguntas
Perguntei ao mar que estava tranquilo e sereno:
De onde eu vim?
Ele me respondeu que assim como as ondas que vão e vem,eu também já estive aqui várias vezes e como o próprio mar
eu nasci como pequeno fio d'água e fui me transformando em riacho,me juntei a outros fios d'água
e virei um rio que um dia vai se encontrar com o mar,pois todos nós viemos e voltaremos para o mesmo Criador.
Perguntei ao vento que suavemente tocou o meu rosto:
Para onde eu vou?
O Vento respondeu que eu deveria seguir sempre em frente, mas avisou que durante o meu caminho
eu iria encontrar montanhas difíceis de transpor, outras correntes mais fortes e fenômenos
da natureza que nem sempre me seriam favoráveis.
Com todas as dificuldades o meu caminho é seguir em frente sempre,
que não iria me faltar ajuda nessa caminhada e no fim da estrada eu encontraria o meu destino.
Perguntei ao pássaro que ali passava:
Com o que eu deveria me preocupar para ser feliz?
Ele me respondeu que deveria ser com o dia de hoje.
Que o dia de ontem não poderia ser modificado e o mesmo nos serviria como placa indicando um caminho.
Lembrou-me que o amanhã pode não chegar e carregar nossos planos.
Carregue apenas o que puder levar na grande viagem, seu caráter, sua doçura, seu esforço,
sua capacidade intelectual e sua moral.
Perguntei então a grande nuvem no céu
Para onde eu iria depois da minha jornada?
Ela me respondeu que todos os dias, nós construímos uma escada com nossos atos e pensamentos.
Essa escada é exatamente do tamanho do lugar que podemos e merecemos alcançar.
Quanto mais o bem você fizer, mais alto te levará essa escada, disse a nuvem com sabedoria.
Eu olhei de novo para o céu,
e parece-me ter visto uma grande mão me acenando,senti-me pequeno diante da grandeza
do Universo,mas, enorme diante da bondade de Deus.
E foi assim que eu aprendi a construir e viver um dia de cada vez e assim, a vida fica mais leve e feliz.
(Paulo Roberto Gaefke)


Quinta-feira, Janeiro 05, 2012
A MENINA E O TEMPO
Ela caminhava sem perceber a beleza daquela estrada.
Arvores com tons variados de verde, plantas de várias espécies, e flores de um colorido vibrante ornamentavam o caminho, o sol quente havia dado uma trégua, a temperatura estava fresca naquela manhã, mas a menina estava imersa em pensamentos, quando parou por alguns instantes e olhou para trás.
Viu o seu corpo atravessando o tempo, e constatou que sua alma ainda carregava os mesmos sonhos de antes. Mas agora os seus passos estavam mais lentos, e ela se perguntava se ainda teria tempo para dividir os seus sonhos com alguém.
Quem aceitaria caminhar ao seu lado, trazendo na bagagem outros sonhos tantos, que se misturariam com os sonhos dela, e ambos dividiriam a tarefa de transformar a soma desses sonhos em realidade?
Neste momento, ela ouviu um assovio vindo de longe, chegando aos seus ouvidos, de mansinho, assim como quem canta uma canção ao vento.
Ela olhou para a frente, e viu nitidamente o tempo passando por ela, e lhe acenando. Ela acenou de volta.
O tempo percebeu, admirado, que ela o via. Então ele parou, olhou para a menina e lhe falou:
- Você é a menina que carrega sonhos... seus pensamentos me trouxeram até aqui.
Ela disse ao tempo: Eu, menina? Sem ironia, ok?
O tempo, sem perder tempo, respondeu:
Menina sim... uma menina que caminha há 48 anos, mas com o mesmo coração dos 20, e das mais sonhadoras...
Continue caminhando sem olhar para trás! Seja firme! Não pare.
Ela argumentou:
Como posso continuar caminhando, se carrego tantos sonhos comigo?
Percebe como meus passos ficam mais lentos, a cada sonho sonhado?
Ta difícil caminhar, mas não posso abandonar os meus sonhos, sinto o peso deles, não tenho com quem dividi-los... e eu...
O Tempo a interrompeu:
Deixe esta tarefa de carregar sonhos para mim!
Eu carrego os sonhos de todo o mundo!
Fique tranqüila menina, os sonhos são imortais, são feitos de matéria indestrutível.
Pressupõe-se que sua caminhada ficará mais leve, me entregue os seus sonhos.
eu os levarei comigo, os guardarei para você,
e a menina os terá novamente, mas em um outro tempo...
Então a Menina entregou todos os seus sonhos para o tempo.
E o tempo passando, se foi.
Agora ela caminhava leve, mas começava a sentir uma sensação estranha... um vazio...
Desanimada, parou na margem da estrada, olhou para os lados, foi quando percebeu que a paisagem mudou, e ela nem sabia para onde iria...
A resposta veio imediata: Para quem não carrega sonhos, qualquer lugar serve...
O horizonte, antes colorido, tornou-se preto e branco. As cores fugiram de sua estrada... foram-se com os sonhos. O Azul Céu, o Vermelho Paixão, o Rosa Amor, o Amarelo Alegria.
Fugiram também, o sabor e a cor dos caramelos.
O perfume da vida foi junto. Um tem tudo a ver com o outro:
Sonhos, cores, caramelos e perfumes.
(Do universo das cores, só restou o verde dos seus olhos a refletir o que ela não entendia)
Chegou a noite e no gramado cinzento ela deitou e adormeceu. Teve sonhos que lhe falavam sobre a importância de cada pessoa carregar os seus sonhos, mesmo que fossem sonhos antigos, que nunca poderiam se realizar.
O peso de perder os sonhos era maior que o peso de carregá-los.
Dormindo, ela entendeu que os sonhos não precisam ser realizados, basta que existam. Precisam existir para preencher vazios.
Sonhos são companheiros de estrada. Existem para colorir a vida. É toda a beleza dos dias.
Ela acordou com os primeiros raios de sol, estava feliz, havia entendido o que precisava entender...
Sentia uma necessidade imensa de sonhar novos sonhos e carregá-los consigo, pelo mesmo caminho, até o fim da estrada.
As cores voltavam suavemente, agora ela já tinha o primeiro sonho para carregar: a vontade de sonhar novamente. (talvez, por isso, o verde nunca sairá dos seus olhos...)
(Lisie Silva)


Sexta-feira, Dezembro 16, 2011
AS JANELAS DOURADAS
O menino trabalhava duro o dia todo, no campo, no estábulo e no galpão, pois seus pais eram fazendeiros pobres e não podiam pagar um ajudante.
Mas quando o sol se punha, seu pai deixava àquela hora só pra ele.
O menino subia para o alto de um morro e ficava olhando para o outro morro, alguns quilômetros ao longe.
Nesse morro distante, via uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes.
As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele piscava. Mas, pouco depois, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, ao que parecia, e então a casa ficava igual a qualquer casa comum de fazenda.
O menino achava que faziam isso por ser hora do jantar; então voltava para casa, jantava seu pão com leite e ia se deitar.
Um dia, o pai do menino chamou-o e disse:
- Você tem sido um bom menino e ganhou um feriado. Tire esse dia para você, mas lembre-se de que Deus o deu, e tente usar para aprender alguma coisa boa.
O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe.
Guardou um pedaço de pão no bolso e partiu para encontrar a casa de janelas douradas.
Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o estavam seguindo e fazendo companhia.
A sombra também seguia ao seu lado, dançando e correndo como ele desejasse: estava muito divertido.
O tempo foi passando e ele ficou com fome. Sentou-se à beira de um riacho que corria atrás da cerca de amoeiro e comeu seu almoço, bebendo a água clara.
Depois jogou os farelos para os passarinhos, como sua mãe ensinara, seguindo em frente.
Passando um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa.
Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada dourado.
Chegou mais perto e aí quase chorou, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada de ouro nelas.
Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.
- Eu vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim para vê-las, mas agora elas são só de vidro!
A mulher balançou a cabeça e riu.
- Nós somos pobres fazendeiros - disse -, e não iríamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através!
Fez o menino sentar-se no largo degrau de pedra e lhe trouxe um copo de leite e um pedaço de bolo, dizendo que descansasse.
Então chamou a filha, da idade do menino; acenou carinhosamente com a cabeça, para os dois e voltou aos seus afazeres.
A menininha estava descalça como ele e usava um vestido de algodão marrom, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia.
Ela passeou com o menino pela fazenda e mostrou a ele seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele contou do seu próprio bezerro em casa, que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas.
Depois, quando já haviam comido uma maçã juntos, e assim se tornado amigos, ele perguntou a ela sobre as janelas douradas.
A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele havia errado de casa.
- Você veio na direção completamente errada! - disse ela. - Venha comigo, vou mostrar a casa de janelas douradas e você vai conferir onde fica.
Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas há certa hora, perto do pôr-do-sol.
- É isso mesmo, eu sei! - disse o menino.
No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes, exatamente como ele havia visto.
E quando olhou bem, o menino viu que era sua própria casa!
Logo, disse à menina que precisava ir. Deu a ela sua melhor pedrinha, a branca com listra vermelha, que levava a um ano no bolso.
Ela lhe deu três castanhas-da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca
como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina o olhava na luz do poente.
O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou à casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as
quase tão brilhantes como as vira do outeiro.
Quando abriu a porta, sua mãe veio beijá-lo, e a irmãzinha correu para abraçá-lo pelo pescoço, sentado perto da lareira, seu pai levantou os olhos e sorriu.
- Teve um bom dia? - perguntou a mãe.
- Sim! - o menino havia passado um dia ótimo.
- E aprendeu alguma coisa? - perguntou o pai.
- Sim! - disse o menino. - Aprendi que nossa casa tem janelas de ouro e diamantes...
(Tradução de Sergio Barros)


Domingo, Novembro 20, 2011
Almofadas no Chão
Você é uma criança e sempre será.
Por mais que os anos lhe pareçam pesos acrescentados à sua bagagem, você nunca se esquecerá de uma caixa de cheia de brinquedos.
Ainda que sua alegria de hoje não seja a mesma dos anos primeiros, jamais lhe será possível esquecer como era sorrir sem medo de ser feliz.
Mesmo que decepções tenham abalado sua confiança nos semelhantes, vez ou outra você se lembrará de alguém pequenino que
há muitos anos lhe deu um beijo todo melado, numa festa de aniversário.
Ainda que muitos amores entrem e saiam de sua vida, as lembranças do primeiro amor em nenhum tempo se apagarão de sua memória.
Depois de alguns fracassos, talvez hoje você creia que é difícil alcançar o sucesso, mas para sempre relembrará o orgulho
que sentiu de si mesmo quando recebeu seu primeiro diploma.
Se hoje, pouco ou nada o surpreende, após tantos revezes, por certo nunca esquecerá a surpresa e
o prazer que sentiu quando descobriu que Papai Noel era o seu papai.
Embora a solidão tantas vezes o assalte em certos momentos você lembrará como era bom ficar sozinho,
falando com seus amigos invisíveis para “gente grande”.
Se hoje, em dias de lazer, em praias ou campos, você se polícia todo o tempo para não sentir-se ridículo,
é bem nesses dias que você recorda como já foi gostoso andar sem vestes, inocentemente, e sem sentir vergonha.
Por mais que o tempo passe, você é uma criança e sempre será.
Agora você está aí, crescido, sofrido, cheio de boas e de más experiências, de vivências que o ajudam a prosseguir,
mas lá no fundo – bem no fundo – você sabe que o alguém que mais tinha a lhe ensinar era a criança que você mandou ficar quieta,
comportada, sentada lá num cantinho, não podendo abrir a boca sem pedir licença.
Seja qual for a sua idade, isso pouco importa à sua criança. É só chamar e ela se aproximará.
Chame-a!
Ria com ela...Brinque com ela...
Ela está louquinha para fazer bagunça e para morrer de rir de você e com você.
Alegre-a! Ela merece!
Você merece!
Não se importe com o que os outros possam pensar, pois eles também são crianças e sempre serão.
Convide-os para um passeio no seu trenzinho elétrico. Talvez eles se neguem a ir, mas um dia se arrependerão.
Ande sem medo de cair. Para crianças Deus coloca almofadas no chão.
(Silvia Schmidt)


Quinta-feira, Outubro 20, 2011
O Caminho para a felicidade
Quando a tristeza toma conta, quando chega sem aviso e nos tira da frente dos olhos o que de belo temos para ver, e se nos rouba os sentimentos e os sorrisos...
Neste momento é chegada a hora de se sentar um pouco...
Sentar em um dos tantos espaços da vida, quietinho, e muito lentamente, trilhar o caminho ao inicio da mágoa, à fonte da tristeza.
E chegando nela, observar muito atentamente, sentir com toda intensidade, conhecer realmente e encarar a razão de frente...
A real razão desta mágoa. E a partir deste momento comece projetar a saída para a VIDA, para a Paz novamente.
Porque lá chegando, no centro desta tristeza, você sempre terá caminhos a escolher.
Você pode escolher permanecer neste espaço de infelicidade, sentir sua vida se esgotando, e carregar com você pessoas que ama que te amam, e precisam de sua ajuda HOJE e SEMPRE.
E passará o que resta de sua vida com uma lágrima nos olhos e uma grande e pesada mágoa vedando seu coração.
Mas você pode perceber que existe um caminho mais difícil denegrindo, muito mais fácil de percorrer...
Você pode tentar se erguer e dar o primeiro passo para a PAZ.
Porque sua tristeza pode ser imensa, mas com certeza você tem por perto uma, talvez pequena, Fonte de Felicidade.
Se dê uma chance e se entregue a esta pequena alegria, deixe que um amigo, se aproxime de você, receba o beijo carinhoso de alguém que precisa de você.
E se além de imensa, tua tristeza é irreparável, sem chance alguma de sair de uma vez de sua vida, mesmo assim, não desista.
Guarde em seu coração o sentimento que esta tristeza cria em você.
Não fuja disto!
Enfrente isto!
Você vai então perceber, que seu coração é imenso...
Como é grande este nosso coração...
Porque mesmo com aquela tão nossa conhecida tristeza ocupando nele seu espaço, ainda assim, existe outro espaço infinito, e quantos e quantos momentos de felicidade podem ainda se aninhados dentro dele.
E, apesar de serem "momentos" de felicidade, de não serem nem sempre eternos, a lembrança desta felicidade permanecerá eternamente contigo.
Valorize cada uma destas lembranças.
Logo nos teus primeiros passos em direção a um amigo, você com certeza vai receber um sorriso.
GUARDE-O CONTIGO!
Quem sabe você, receberá um olhar afetuoso, um afago no rosto, um cheiro de flor, um carinho de criança...
Guarde tudo isto em teu coração!
Cada pedacinho de felicidade te dará força e coragem para mais um passo.
Porque a VIDA é assim... Ou você se deixa escorregar fácil e displicentemente pelas tristezas, ou você constrói a cada dia e a cada minuto, o SEU espaço quente e aconchegante de FELICIDADE!
ACREDITE!
É muito importante que você "SE SINTA FELIZ!"
(Autor desconhecido)


Sexta-feira, Outubro 07, 2011
Comprometa-se!
Quanto mais você aceitar tanto seu lado bom quanto o ruim, tanto menos crítico será para com as pessoas que o cercam.
Se estivermos dispostos a agir de forma honesta, cada relacionamento pode tornar-se um espelho.
Quando reagimos com irritação desproporcional ao comportamento de outra pessoa, isso normalmente acontece porque tal atitude espelha algo que não queremos perceber em nós mesmos
Ao identificar e aceitar as múltiplas facetas de sua natureza, você estará se capacitando a aceitar com maior facilidade as pessoas e, portanto, a viver mais em paz consigo e com as pessoas que importam em sua vida.
Sob uma perspectiva espiritual, a meta do amor consiste em enxergar você no outro e o outro em você.
Este estado de consciência unificadora é a expressão da divindade na humanidade.
Ao se sentir confortável dentro de si, seu contentamento interior ajuda naturalmente aqueles que estão ao seu redor a se sentirem mais confortáveis.
Um coração repleto de compaixão transmite a mensagem:
“Reconheço você... Conheço você... Aceito você.
Você pode assumir um risco, indo além de seus limites normais, mas isso significa mover-se para fora de sua zona de segurança... Vale à pena.
Abraçar o desconhecido nos oferece nossa maior oportunidade de crescimento pessoal, enquanto desperta nossos maiores temores.
Quando você se apaixona torna-se uma pessoa diferente... Existem vários tipos de relacionamentos apaixonantes...
O amor expande nosso sentido de nós mesmos, algo que, uma vez expandido, jamais retorna a seu tamanho original.
Uma vida desfrutada em amor é a única vida que vale a pena.
Como citado em Coríntios, sem amor, o conhecimento e a caridade são vazios.
Entre a fé, a esperança e o amor, o amor é maior. Comprometa-se a amar sob todas as suas expressões.
Mesmo depois de tanto tempo, o sol nunca diz para a terra, “você me deve”.
Veja o que acontece com um amor como este, Ele ilumina o céu inteiro.
Libertar-se de hábitos exige atenção focada e força de vontade
Os hábitos preenchem necessidades.
Para abandonar um comportamento indesejável, você deve substituí-lo por um que o gratifique.
À medida que você trouxer para o seu cotidiano influências que apóie seu bem estar emocional e físico, o alívio temporário que seu antigo hábito lhe oferecia será substituído por conforto e harmonia duradouros.
Procure relacionamentos e comunidades que reforcem seu compromisso de adotar escolhas que promovam a vida.
Somos a soma das escolhas que fizemos.
Lembre-se a cada momento: todo mundo faz seu melhor, com base em seu atual estado de consciência.
Das amebas unicelulares aos seres humanos com trilhões de células, a dança da vida inclui a alternância entre pausa e o movimento.
A vitalidade e o entusiasmo são frutos de uma vida em harmonia com os ritmos da natureza.
(Citação do livro Comprometa-se de autoria de David Simon)


Segunda-feira, Setembro 19, 2011
PRIMAVERA
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.
Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume.
E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
(Cecília Meireles)


Sexta-feira, Setembro 09, 2011
Jardineiro do Universo
"Amarre seu vagão a uma estrela."
Ralph Waldo Emerson
Vamos seguir viagem na estrada da vida...
Pegue o seu caminho e espalhe sonhos, como se fossem sementes de flores perfumadas.
Pegue as dores e transforme-as em adubo, cada experiência deve ser aproveitada,
cada lição deve ser utilizada, nada se perde tudo se recicla.
Hoje você é o jardineiro do universo, do seu mundo em particular,
e deve regar: as rosas da paixão, os cravos do trabalho,
as hortênsias da amizade, as violetas da família,
as margaridas da comunidade, e até mesmo as parasitas,
que devem receber da sua generosidade,
trabalho, dedicação e calor,
e em breve, todas, invariavelmente,
devolverão amor.
Se é para sonhar, que seja "um grande sonho",
se é para planejar, que seja além do racional,
se é para desejar, que seja apenas o melhor,
se é para receber, que seja um presente,
se é para acertar, que seja a aposta acumulada,
se é para ter, que seja com abundância,
se é para dar, que seja sem medidas,
se é para amar, que seja sem pudor,
se é para viver, que seja todo dia,
se é para pedir, peça paz, saúde e alegria,
se é para plantar e colher, que tudo seja belo como a flor,
se é para ser feliz, que não nos falte o amor.
(Paulo Roberto Gaefke)


Quinta-feira, Setembro 01, 2011
Você é Deus?
Narra Charles Swindoll que, logo depois do término da segunda guerra mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram.
Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar.
E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas.
Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento.
Numa esquina, ele viu, do seu jipe, um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria.
Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas.
Os olhos arregalados do menino falavam da fome que lhe devorava as entranhas.
Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum.
Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes, e de dar água na boca,
sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado.
O soldado ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava.
Em pé, ao lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.
"Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas?"
O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação.
"Sim," respondeu. "eu gostaria."
O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas.
Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres.
Sorriu e lhe entregou as rosquinhas, dizendo de forma descontraída: "aqui estão as rosquinhas."
Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda.
Olhou para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho: "moço... você é Deus?"
Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas.
Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória.
Para uma criança faminta e desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade, é a suprema delícia.
Aprendamos a observar o de que necessitam as pessoas, ao nosso redor.
Quase sempre são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias.
E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo do Pai Criador na atenção aos seus filhos na Terra.
Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam, nas vielas do mundo.
Sejamos, neste planeta azul, as mãos de Deus atendendo os seus filhos.
E, para isso, não se fazem necessários feitos extraordinários, nem saciar a fome de todos.
Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite.
Não é um observador distante da vida.
Está na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultará a ordem e o sucesso de muitas coisas.
Considera-te pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-te cada dia, mais atuante na obra do Pai.
Não te permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário, participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e enriquecem outras vidas.
(Redação Momento Espírita)


Domingo, Agosto 21, 2011
Casas mortas, casas vivas
Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza.
E você logo responderá que casa é algo inanimado.
A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.
Entretanto, casas existem que são mortas.
Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida.
Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido.
tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá
porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.
Casas em que o quarto das crianças é impecável.
Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas carecem do calor da descontração, da luz
da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.
Por isso mesmo parecem mortas.
As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.
No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos.
A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida.
No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.
Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas.
O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa fala de pesquisa e leitura atenciosa.
A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d água, um café, um pedaço de pão.
Os quartos traduzem a presença dos moradores.
Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.
Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.
Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade.
O que não quer dizer com desordem.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas, sobretudo para se viver.
O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas.
Se estabelecermos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável,
Como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.
Manter o asseio, a ordem é correto.
Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.
Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.
Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer:
Esta é uma casa viva. É um lar.
(Redação do Momento Espírita)


Terça-feira, Agosto 09, 2011
E se a vida fosse uma estrada?
Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada.
Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.
Há os que vêem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.
Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.
Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.
Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos.
Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa.
Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.
Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.
Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.
Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes.
Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.
Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.
Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.
Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.
Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.
Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.
Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.
Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.
Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.
Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.
Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.
Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.
O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito.
A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.
É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.
E, quando ela acabar, o que teremos?
Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.
A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.
Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.
Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.
E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.
(Redação do Momento Espírita)


Domingo, Julho 24, 2011
ESTRELAS
Quando um sonho se torna realidade, a gente nem acredita.
Não sabe se chora se ri ou se grita.
Se belisca.
Abre e fecha os olhos.
Apalpa.
Talvez esteja dentro da nossa natureza não acreditar na realização dos próprios sonhos.
Uma natureza pessimista.
A gente espera, certo,
mas no fundo não acredita.
Olhamos para eles como olhamos
para o arco-íris e as estrelas: lindos, encantadores, maravilhosos e inatingíveis.
Mas gostamos de olhar, mesmo cientes de que nunca poderemos tocá-los.
O fato de existirem já é um encantoe um milagre Divino.
Nos satisfazemos.
E justamente por que não acreditamos, não corremos atrás, não construímos, não tentamos.
Olhamos para o que outros conseguem e nos dizemos que eles têm muita sorte.
Não nos incluímos nessa categoria.
Mas se um dia resolvemos pegar as sete cores do arco-íris e trazer pra realidade das nossas vidas,
veremos que nós também temos muita sorte, que nós também podemos.
Se aproveitamos o brilho das estrelas para iluminar nosso caminho
e não nos cegar, veremos que teremos uma caminhada mais nítida.
Só vivemos de cinza por opção, pois a vida é colorida, é intensa.
Vamos olhá-la com olhos nus.
Tocá-la.
Vivê-la.
Amá-la.
Correr atrás do que desejamos e esticar os braços até alcançarmos.
Subir escadas, transpor barreiras.
Lutar pelo que nos realizará.
Brigar se for preciso.
Chorar, mas de pé.
Talvez assim a gente não se surpreenda tanto quando nossa mão atingir,
mesmo se timidamente,uma das cores do arco-íris ou a ponta de uma estrela.
Talvez outros se surpreendam.
Mas nós não.
Por que acreditamos.
Por que bem nos nosso íntimo sabíamos que o caminho poderia ser longo,
mas que um dia chegaríamos lá.
(Letícia Thompson)

