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Nome: Aliny Cristhina
Gosto: Deus, família, amigos, sorvete , ler, músicas, filmes, milkshake, sanduíche ...
Não gosto: Violência, falsidade, maltratar animais , barata , desigualdade social ...

"Encontrar a felicidade depende não só do caminho que escolhenos, mas da maneira que seguimos."

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Tatiana Bertolin




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Domingo, Fevereiro 07, 2010




Por que as folhas caem

A cada outono, certas plantas e árvores preparam-se para um repouso necessário e vital à sua vida e continuação.
Algumas espécies de árvores matizam-se de várias cores, num maravilhoso contraste entre a melancolia e a beleza extrema.
Depois, uma a uma, as folhas caem como lágrimas, até que as árvores, nuas e tristes, abram os braços
ao inverno e esperem, pacientemente, a primavera, que restaurará cada folha caída.
Por que para nós seria diferente?
Por que não perder antes de reencontrar, por que não as lágrimas, por que não dias áridos frios e secos?
E por que não a esperança de que a primavera volte?
Porque, creia, ela volta sempre!
Talvez nos julguemos bons demais para receber o sofrimento, como se ele fosse sempre símbolo
de castigo e não algo necessário ao nosso crescimento.
As folhas caem e as árvores parecem assim tão desprotegidas, tão solitárias!...
e eu me pergunto o que faz com que sobrevivam.
Elas entendem que esse período é necessário à sua renovação.
Elas aceitam, doam-se e esperam e recebem de volta, no tempo oportuno.
Assim somos nós com todas as perdas que sofremos, com as lágrimas que escorrem e salgam nossa boca,
com o tempo que parece interminável ou as noites longas demais.
Tanto que não entendemos e não aceitamos o sofrimento, ele se prolongará.
Tanto que não vemos isso como uma fase, apenas uma fase, a ferida estará aberta e sangrará.
Não aceitar o outono e negar o inverno não faz com que não existam.
Apenas nos deixam fora de uma realidade que chega pra todo mundo.
Não somos maus demais para recebê-los como um castigo e nem bons demais para que
possamos não acolhê-los.
As árvores perdem as folhas e perdemos os nossos.
Elas choram e choramos também.
Elas esperam e nada há que nos impeça de esperar.
E elas recebem, a seu tempo determinado, novos galhos e novas folhas, novas flores e novos frutos.
Sentem-se assim completas.
Somos assim o que somos e o mesmo Deus que sustenta as árvores, nos sustenta a nós!
E Ele nos poda, nos molda, nos deixa nus e aparentemente sem defesa, mas está sempre presente
e estará ainda quando a primavera voltar, quando seremos,
depois do inverno frio, renovados e prontos para recomeçar.

(Letícia Thompson)






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Terça-feira, Janeiro 26, 2010



Apenas Sorria!

Muitas pessoas conhecem "O Pequeno Príncipe", um bonito livro escrito por Antoine de Saint-Exupéry.
É um livro fantástico e lendário, que funciona tanto como história infantil, quanto como fábula que leva os adultos à reflexão.
Porém, poucos conhecem os outros escritos, novelas e contos de Saint-Exupéry.
Ele foi um piloto de guerra que lutou contra os nazistas e foi morto em combate.
Antes da Segunda Guerra Mundial, lutou na guerra civil espanhola contra os fascistas.
Escreveu uma história fascinante sobre essa experiência intitulada "O sorriso".
É esta história que vamos lembrar agora.
Não está claro se ele tencionava escrever uma história autobiográfica ou uma história de ficção.
Segundo sua história, ele foi capturado pelo inimigo e lançado numa cela de prisão.
Estava certo de que, pelos olhares desdenhosos e pelo tratamento rude que recebeu de seus carcereiros, seria executado no dia seguinte.
Ele tinha certeza de que seria morto. Ficou terrivelmente nervoso e perturbado.
Remexeu em meus bolsos para ver se havia algum cigarro que tivesse escapado à revista.
Encontrou um e, por causa de mãos trêmulas, mal podia levá-lo aos lábios.
Mas também não tinha fósforos; estes eles haviam levado.
Olhou através das grades para o carcereiro.
Ele não respondeu ao olhar. Afinal, não se estabelece contato visual com uma coisa, um cadáver, que era como se sentia.
Então ele gritou para o carcereiro: "Tem fogo, por favor?"
Ele olhou, encolheu os ombros e foi até onde eu estava o prisioneiro para acender seu cigarro.
Ao se aproximar e acender o fósforo, seus olhos inadvertidamente se cruzaram.
Naquele momento eu sorri, disse o prisioneiro. Não sei por que fiz isso.
Talvez por nervosismo, talvez por que quando se está realmente perto de alguém, é muito difícil não sorrir.
Em todo o caso, eu sorri. Naquele instante foi como se uma faísca saltasse no espaço entre nossos dois corações, nossas duas almas.
Sei que ele não queria, mas meu sorriso saltou por entre as grades e gerou um sorriso em seus lábios também
Ele acendeu meu cigarro, mas permaneceu perto, olhando-me diretamente nos olhos e continuando a sorrir.
Continuei sorrindo para ele, agora consciente da pessoa e não apenas do carcereiro.
E seu olhar para mim também parecia ter uma nova dimensão!
- Você tem filhos? Ele perguntou.
- Sim, aqui, aqui.
Tirou a carteira e procurou nervosamente as fotografias da família.
Ele também puxou as fotos de seus "niños" e começou a falar sobre seus planos para eles.
Meus olhos se encheram de lágrimas, continua o prisioneiro.
Eu disse que temia nunca mais ver minha família novamente, nunca ter a chance de vê-los crescer.
Lágrimas também afloraram em seus olhos.
De repente, sem qualquer outra palavra, ele destrancou a cela e silenciosamente o conduziu para fora.
Uma vez fora da prisão, conduziu-o silenciosamente por estradas secundárias, para fora da cidade.
Lá, nos limites da cidade, ele o libertou e, sem nenhuma outra palavra, voltou em direção à cidade.
"Minha vida foi salva por um sorriso", diz Exupery.
Sim, o sorriso - a conexão verdadeira, espontânea e natural entre as pessoas.
A história de Saint-Exupéry fala daquele momento mágico em que duas almas se reconhecem.
Um sorriso genuíno dirigido à outra pessoa diz um bocado de coisas.
Diz: "Eu o aceito como você é, de maneira incondicional".
Quando você sorri para outra pessoa, ela se sente valiosa, importante e digna
Sente-se melhor em relação a si mesma.
E o que custa a você é um simples sorriso, uma expressão de autêntica cordialidade.
Vamos. Sorria!
O riso é a menor distância entre duas pessoas. (Victor Borge)

(Daniel Carvalho Luz)





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Domingo, Janeiro 17, 2010





COM CALMA

É compreensível que num tempo em que ainda se afirma que tempo é dinheiro, você tenha os ímpetos comuns da época, quais sejam os de ganhar e ganhar, temendo as necessidades futuras.
É justificável que você corra de um lado para outro, na busca dos bons negócios, da conquista de melhores mercados, na busca, enfim, dos lucros.
É admissível que você não tenha tempo para se alimentar devidamente, para repousar um pouco, para meditar um pouquinho ou para orar.
Entendemos meu irmão e minha irmã, que cada um dos seus negócios ou cada uma das suas ocupações lhe exija atenção e envolvimentos especiais.
Entretanto, vale a pena não esquecer que tudo isso é secundário para a vida da alma, porque tudo isso vai ficar sobre o pó do mundo.
Foi Jesus que nos recomendou não nos atormentássemos pela posse do ouro, e que a cada dia já bastam seus problemas.
Então, devemos pensar que o corpo físico nos é emprestado enquanto estamos no planeta com os divinos objetivos do progresso espiritual.
Compreendamos, pois, que a calma deve se tornar companhia e conselheira dos nossos dias terrenos, ensinando-nos a fazer tudo com moderação,procurando vincular a mente ao psiquismo celeste,
a fim de que não convertamos em tormento e destruição o que deveria ser fonte de vida e de alegria: o tempo.
Aja sempre com calma, para que tenha tempo de pensar bem sobre tudo e de agir bem em tudo que faça.
Alimente-se o mais corretamente possível, preservando o corpo que o ajuda tanto.
Dê ao seu corpo e à mente alguns momentos de repouso, para manter a necessária sanidade.
Encontre um tempinho, alguns poucos minutos que sejam, para meditar sobre a sua realidade no mundo, sobre o que é que Deus espera de você, e ore.
Procure sintonizar-se com seu anjo guardião, com os nobres mentores da vida, pelo menos ao iniciar um novo dia de atividades.
Essas providências, ao mesmo tempo em que lhe trarão calma, serão conseqüências do seu estado de calma.
Com calma em seu cotidiano, você evitará as indisposições com terceiros, as irritações na via pública, a agressividade no trânsito da cidade,
bem como os estresses desnecessários dentro do lar.
Com calma você entenderá cada ocorrência a sua volta e cada pessoa em seu caminho.
Nada você perderá pelo uso da calma em sua trajetória humana, pois, longe de alimentar-se da idéia materialista de que tempo é dinheiro, você começará
a pensar que, fundamentalmente, tempo é oportunidade, e que você deverá aproveitá-la para o melhor.
Mesmo que deixe de lucrar algumas poucas moedas, no jogo enlouquecido das competições, você conquistará harmonia e saúde,
a fim de prosseguir na rota da felicidade que tanto deseja.
Seja qual for a situação cotidiana que o convide à ação, à tomada de atitude, faça-o com calma, com muita calma,
e aguarde os resultados excelentes em clima de paz.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada.

(Adaptação do cap. 7 do livro Para uso diário, ed. Fráter)

(Claudia Belucci)





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Segunda-feira, Dezembro 28, 2009




UM ANGULO ESPECIAL

Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol.
Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.
Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar.
Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.
Ali se pôs a fazer a sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.
Ouviu, então, em meio ao silêncio, a voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: "escute, venha aqui. Venha ver a rosa."
Ele olhou para os lados, para frente, e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares.
Levantou-se e a voz falou outra vez: "Venha ver a rosa."
Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.
Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: "venha ver a rosa."
Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.
Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: "Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa."
Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado.
Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com ele com aquele convite?
Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele?
Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.
"Veja agora a rosa", falou feliz o maltrapilho.
De fato, era um espetáculo todo diferente.
Exatamente daquele lugar onde se sentara daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.
Dali podia-se perceber um raio de luz do sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz
e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.
E o trabalhador, extasiado, exclamou: é a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris.
Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava,
de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.
É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.
O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocar de nosso comodismo,
de romper com preconceitos, para ver a pessoa do outro de modo diferente e novo.
Há uma rosa escondida em toda pessoa que não estamos sendo capazes de enxergar.
Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo,
de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diferente.
Realizemos esta experiência, hoje, em nossas vidas.
Procuremos aceitar que podemos ver um colorido diferente onde, para nós, nada havia antes,
ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.

(Autor desconhecido)






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Quinta-feira, Dezembro 17, 2009



COMO OS CAMPOS

Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.
Porém, como fizesse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:- Senhor, como devemos vestir-nos ?
- Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.
Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos.
Depois se dirigiram à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.
Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.
Sob o seu olhar abriram os rolos de sedas,desdobraram as peças de damasco, e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim.
Aos poucos, foram recriando em longas vestes os campos arados, o vivo verde dos campos em primavera, o pintalgado da germinação.
E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve.
As vestes suntuosas estendiam-se como mantos.
O sábio nada disse.
Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.
Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo.
E quando teve os tufos, os fiou.
E quando teve os fios, os teceu.
Depois vestiu a sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.
Arou e plantou.
Muitas e muita vez sujou-se de terra.
E manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas.
A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.
Plantou e colheu.
A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se.
O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia.
E quando a neve veio, prendeu em sua roupa mangas mais grossa para se aquecer.
Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado.
E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e veio pousar no seu ombro.
Ciscou de leve por entre os fios, sacudiu as penas.
Depois levantou a cabeça e começou a cantar.
Ao longe, o sábio que tudo olhava... sorriu.

(Marina Colasanti)






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Sexta-feira, Dezembro 11, 2009



O Momento da Aurora

Certo dia, um sábio reuniu seus alunos e perguntou:
- Como é que sabemos o exato momento em que a noite acaba e o dia começa?
- Quando, à distância, somos capazes de distinguir uma ovelha de um cachorro
- disse um menino.
O sábio não ficou contente com a resposta.
- Na verdade - disse outro aluno -, sabemos que já é dia quando podemos distinguir,
à distância, uma oliveira de uma figueira.
- Não é uma boa definição - respondeu o sábio.
- Qual a resposta então? - perguntaram os garotos.
O sábio então falou:
- Quando um estrangeiro se aproxima e nós o confundimos com nosso irmão, este é o momento da aurora, o momento em que a noite acabou e o dia começa.
O amor ao próximo está em todas as crenças, em todos os tempos.
Os mestres, os sábios, os missionários, sempre ensinaram e exemplificaram esta lição,
proclamando que a aurora da humanidade virá quando descobrirmos uns aos outros,
quando admitirmos que somos filhos de um mesmo pai, que temos o mesmo objetivo, e que por isso precisamos caminhar juntos.
É tempo de abrir o coração para outras almas, de deixar os preconceitos de lado,
as exigências descabidas, e conviver mais com as pessoas.
Muitos têm medo de se ferir. Muitos se afastam de todos por egoísmo.
Seja você uma exceção. Seja aquele que valoriza as amizades, aquele amigo que está sempre lá, "pro que der e vier", como se diz popularmente.
Seja aquela pessoa que gosta de ter a casa cheia, que gosta de receber visitas, que gosta de compartilhar as conquistas com os outros.
Seja você aquele que liga para desejar feliz aniversário, aquele que escreve
um longo cartão de Natal falando do ano que se passou, e o quanto àquela pessoa lhe foi importante.
Seja aquele amigo que destaca as virtudes do outro, e que até discorde algumas vezes, mas discorde com delicadeza e psicologia.
Seja você alguém que cumprimenta a todos, e que receba aqueles que ainda não conhece bem, com um sorriso, com um "bom dia".
Finalmente, seja você a aurora dos que estão à sua volta, dizendo-lhes, através de seu otimismo, que o dia se aproxima, e que a noite logo termina.
"O momento da aurora se aproxima.
Muitas vozes já proclamam a chegada de um novo tempo.
Tempo que está no coração do homem.
Tempo que está no calor de seu abraço.
O momento da aurora se aproxima.
E a noite será passado, e o sol será presente.
“Presente para aqueles que se tornarem espelho e refletirem, em seu próximo, toda luz que receberem.”

(Com base no livro "Histórias para pai, filhos e netos", de Paulo Coelho.)






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Sábado, Dezembro 05, 2009



ONDE MORA A FELICIDADE?

Você sabe onde mora a felicidade?
Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde ela mora.
Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada em vários lugares e revestida das mais variadas formas.
No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias ou falsas trilhas.
Muitas vezes o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor de amargura.
Outras vezes a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.
Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.
Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de conduzir os interessados à morada
da felicidade, mas, tão logo suas vítimas abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.
Outras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais abandoná-las,
sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.
Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais dificilmente encontrado.
E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores, situações passageiras ou em outras pessoas.
Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a juventude, nem mesmo todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à felicidade...
Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes
mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever cumprido, a consciência tranqüila, a serenidade da alma.
Ao contrário do que se pensa a felicidade não é ausência de sofrimento, de dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado da alma que o ser conquista, apesar de todos os desafios naturais da caminhada.
Todos os grandes líderes da humanidade lutaram até atingir sua meta: alcançar a felicidade possível, nesta vida de provas e expiações.
Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu invencível até alcançar sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de não-violência e da liberdade para seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante a mudar seu comportamento baseado no amor.
Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade
que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para alcançá-la.
Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém disposto a lhe dar guarida.
Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.
"Na terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fizer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo."

(Com base no livro Momentos de
Alegria, cap. 1, ed. Leal, e pensamento do livro Repositório de Sabedoria,
vol I, ed. Leal verbete felicidade.)





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